sábado, 12 de março de 2011

Pensamentos

Depois de um dia de saída de campo, cheguei em casa e dormi um pouco, acordei e fui comer alguma coisa, tava com preguiça de preparar comida só pra mim e fiz uma massa, foi enquanto eu comia que eu fiquei pensando, como é fácil para o ser humano alimentar-se, eu não faço idéia de como se planta e colhe trigo, não tenho um moínho para fazer a farinha de trigo e nunca fiz massa caseira na minha vida, apesar disso é algo comum comer massas, sem contar que eu nem sei bem do que são feitas as salsichas! O ser humano tem tudo para ser a espécie a trazer mais benefícios ao ecossistema, desenvolvemos uma rede social tão forte que não precisamos fazer quase nada, desde que haja alguem para fazer o que não sabemos, pode parecer confuso, mas usamos todo esse nosso potencial de maneira errônea , ao invés de aprender com as centenas de milhares de anos de convívio direto e dependente da natureza, no primeiro momento em que se criou uma situação de 'controle' do meio, demos as costas a maravilhosa mãe natureza que nos provê de tudo o que precisamos, saímos fazendo o que mais gostamos de fazer, usando ,exagerando, o homem consome mais, sempre demasiado, mais do que se pode oferecer. Desenvolvemos o cultivo de espécies que nos eram úteis, (agronomia, zootecnia ou qualquer forma de seleção biológica) semeamos a terra e demos um passo na evolução do sistema como ele é hoje, nesse momento o homem tomava controle de seus meios de sobrevivência, mas ele ainda dependia (e sempre dependeu), da natureza, os efeitos em suas criações, doenças, pragas, situações climáticas adversas, e lá estava o homem, a merce da gaia, da natureza selvagem, o homem não entendia, mas foi observando, aprendeu como utilizar-se dos padrões, e lá ia o homem, mais um passo na sua evolução. E assim foi, aprendendo com a natureza, crescendo em função dela, evoluindo, modificando, e em determinado momento já sabia cultivar seu alimento, como o joão-de-barro, fazer abrigos para sua família, conviver em grupo, surgindo desta vivência a troca, o maior passo para chegar aonde se chegou hoje, um determinado grupo tinha milho, o outro galinhas, e dava-se a troca, meu trabalho pelo teu trabalho, um comportamento social que possibilitou a sobrevivência e crescimento do ser humano de forma extraordinária e aparentemente sem limites, mas, naturalmente, não é assim, em um determinado momento da história da humanidade nós passamos do limite de suporte, no ano de 1798 Malthus previu que a demanda de alimentos seria maior que a oferta. Com a revolução industrial passamos a produzir muito mais do que precisavamos, do que devíamos, mas desde que o homem registra sua história sempre buscou o poder, o homem não se satisfazia mais com o que tinha, começamos a buscar o ouro, a riqueza, outra invenção nossa que mudou a convivência em sociedade, mudamos de valor, descobrimos nova moeda de troca, se eu produzo mais do que preciso, troco por algo muitas vezes supérfulo, e aí se estabelece definitivamente o consumismo, se antes se procurava a sobrevivência, agora passamos a ter muito mais do que precisávamos.

Não que a ancia por subsídios seja ruim, mas não buscamos mais isso, ao invés da sobrevivência, buscamos a satisfação do ego humano, vivendo em um ambiente completamente alterado, condicionado e artificial, favorecendo nossos interesses e metas.

Até quando a natureza vai suportar a ganância do homem? Ela ainda suporta? Fica a dúvida.

Texto escrito e modificado por

Ana Paula P. Gauer

Gabriel Canani Sampaio

Matheus Philippsen

Moisés U. Nunes